sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Quer reconhecimento?

Uma semana inteira doente: gripe, otite, sinusite, faringite e muita febre. Contudo, obrigações não aceitam atestado... eu tinha serviços e prazos. Pra terminar, minha mãe teve um problema no braço e as obrigações domésticas cairam nas minhas costas.
Hoje, após uma semana sem sair de casa e muito trabalho, estive fora por 2 horas. Cheguei agora e só ouço minha mãe dizer: "Você está me vendo doente, a casa bagunçada e se manda pra rua."
Acho que este foi o reconhecimento mais estranho que já tive. Ela disse que eu fiz falta em casa?!?!

domingo, 18 de outubro de 2009

Errei, mas só uma vez!

Tinha um trabalho enorme para ser feito. Este poderia ser dividido em três finais de semana. No primeiro final de semana negligenciei meu serviço para ajudar meu namorado em sua mudança... aliás, foram dias de dedicação. No segundo weekend, empurrei com a barriga, de novo, e tolerei uma reforma em minha casa enquanto ajudava na arrumação da nova casa dele. No meio da semana, em desespero, pedi a ajuda dele. Ele me ajudou por 20 minutos e saiu todo irritado alegando cansaço. Na véspera do prazo final eu adoeci. Fiquei com a garganta muito inflamada além de ter febre e, mesmo assim, tive que trabalhar. Há pouco meu namorado me intimou a acompanhá-lo até a casa dele. Perguntei quem iria fazer meu trabalho enquanto eu estivesse lá. Completei informando que só seria idiota uma vez.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Qual o valor do seu esforço?

Era mais de 1h da manhã e falávamos sobre ser mulher e, mesmo assim, conquistar o seu dinheiro desde cedo. Susam disse que lembrava da sua primeira remuneração e o que fez com o dinheiro. Lembrava, até hoje, a sensação de saber que seu esforço lhe proporcionou uma aquisição. Ainda com um sorriso bobo na face, fui pega de suspresa quando ela indagou: "E você? Lembra qual foi o primeiro dinheiro ganho com seu esforço?" Abri o google da minha mente e procurei, mas os resultados foram inúmeros que nem conseguia classificar o que vinha a ser "o primeiro". Relembrei que durante a minha pré-adolescência sempre fui muito mercenária. Eu cobrava da lavagem das louças até o banho dos cachorros. Logo depois veio a fase intelectual (tsc tsc!), onde eu tinha professores que passavam trabalhos constantemente, colegas preguiçosos, um computador em casa e vontade de faturar. Conseguiu juntar tudo e chegar a algum lugar? Como ninguém nunca queria tomar a frente nos trabalhos em equipe, eu fazia com toda antecedência e anunciava para os colegas o custo individual. No dia da entrega, eu aparecia com o trabalho prontinho e com a capa em separado. Desta, fazia parte o convencional cabeçalho e a palavra "Componentes:" com umas 15 linhas para assinatura. Quem pagava, assinava. O mais interessante é que sempre tinha uma turminha que não sabia do trabalho e acabava entrando para minha equipe. Todo mundo saía feliz: Eles com nota e eu com "notas em meu bolso"!
Vergonha?? Jamais... feio é passar a vida sendo sustentado por alguém!!

Agora, responde pra mim: Você lembra qual foi o seu primeiro dinheiro ganho com trabalho?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Médico ou louco?

Dizem que "de médico e louco todo mundo tem um pouco", porém, o ortopedista que atendeu Marcus (meu namorado) passou dos limites da insanidade. Há mais de um ano com um cisto no pulso, ele decide fazer a cirurgia para retirar. Com anestesista marcado (para amanhã), cirurgia certa para 22/09, Marcus se sentiu incomodado com a dor e resolveu visitar outro ortopedista. Acredito que é a quarta vez que ele vai nesse mesmo médico do Hospital Aeroporto, mas hoje, além da dor, ele contou que iria fazer a cirurgia e o médico indagou: Quer fazer essa cirurgia agora? É óbvio que ele se sentiu tentato com a oferta e disse que "sim", achando que se tratava de exagero médico! O ortopedista por sua vez, colocou o pulso de Marcus apoiado numa mesa, sacou um catálogo telefônico e bateu com força. A dor foi terrível, mas pior que a dor, é o ato do médico. Como agir de tal forma com um paciente que está com uma cirurgia encaminhada? Será que não era mais prudente retirar a massa existente em vez de dissolvê-la no pulso? E o risco do cisto se formar, de novo, em alguns meses? Não sou médica, apenas uma curiosa, mas já estou providenciando para que outro médico possa avaliar esta atitude.

domingo, 16 de agosto de 2009

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Não quero mais ter que dizer "tenho que ir".

Medo, desespero, inquietude. Nem sei ao certo qual desses sentimentos tomava conta de mim antes dele me telefonar. Não tinha razão alguma para estar daquele jeito, mas quando ele me disse que conseguiu uma casa para morar naquele lugar distante, eu comecei a chorar. Era a gota que faltava para transbordar o copo da minha agonia. Ainda que eu dissesse que temos tempo e podemos conseguir uma casa mais perto, ele só pensava nos aspectos positivos. Peguei uma bolsa, coloquei os itens mais necessários e fui esperar ele chegar do trabalho. Entrei na casa e permaneci no escuro, pensando na nossa vida. Recebi outro telefonema dele. Mas desta vez era para dizer que perdeu a chave e precisava da minha. Ainda sem saber que eu estava na casa dele, abri a porta, fiz questão de avisá-lo e receber de frente aquela cara de surpresa. Nos últimos três meses, o frio da noite me afastava daquela casa sob a ameaça de forte dor de cabeça, causada pela rinite. Porém, ontem eu precisava mais do que uma voz misturada com estática emitida por um radinho comunicador. Precisava do calor e do conforto do corpo dele, queria entender naqueles olhos o que sinto. Avaliei a construção do hábito, pois temos nossas rotinas para finais de semana, dias de folga, manhãs de trabalho, mas já não tínhamos uma, em comum, para a noite dos dias em que se trabalha. Tentei manter uma parte da minha, fiz meu chá, tomei, tentei dormir e não consegui. Ele não assistiu TV, não comeu no horário de sempre e foi mais contido do que o habitual. E não conseguiu dormir. Éramos estranhos e insones. Eram 2:30h da madrugada quando superamos qualquer pseudo-cansaço do dia e entre sussurros e exclamações contidas, tentamos não acordar os pobres seres que moram na casa de baixo. Fui dormir 4:30h, cansada o suficiente para não me desesperar com os primeiros sons da manhã. 9:30h acordei para admirá-lo enquanto dormia, fazer o meu asseio, dar-lhe um beijo e sofrer com o “tenho que ir pra minha casa”.