Medo, desespero, inquietude. Nem sei ao certo qual desses sentimentos tomava conta de mim antes dele me telefonar. Não tinha razão alguma para estar daquele jeito, mas quando ele me disse que conseguiu uma casa para morar naquele lugar distante, eu comecei a chorar. Era a gota que faltava para transbordar o copo da minha agonia. Ainda que eu dissesse que temos tempo e podemos conseguir uma casa mais perto, ele só pensava nos aspectos positivos. Peguei uma bolsa, coloquei os itens mais necessários e fui esperar ele chegar do trabalho. Entrei na casa e permaneci no escuro, pensando na nossa vida. Recebi outro telefonema dele. Mas desta vez era para dizer que perdeu a chave e precisava da minha. Ainda sem saber que eu estava na casa dele, abri a porta, fiz questão de avisá-lo e receber de frente aquela cara de surpresa. Nos últimos três meses, o frio da noite me afastava daquela casa sob a ameaça de forte dor de cabeça, causada pela rinite. Porém, ontem eu precisava mais do que uma voz misturada com estática emitida por um radinho comunicador. Precisava do calor e do conforto do corpo dele, queria entender naqueles olhos o que sinto. Avaliei a construção do hábito, pois temos nossas rotinas para finais de semana, dias de folga, manhãs de trabalho, mas já não tínhamos uma, em comum, para a noite dos dias em que se trabalha. Tentei manter uma parte da minha, fiz meu chá, tomei, tentei dormir e não consegui. Ele não assistiu TV, não comeu no horário de sempre e foi mais contido do que o habitual. E não conseguiu dormir. Éramos estranhos e insones. Eram 2:30h da madrugada quando superamos qualquer pseudo-cansaço do dia e entre sussurros e exclamações contidas, tentamos não acordar os pobres seres que moram na casa de baixo. Fui dormir 4:30h, cansada o suficiente para não me desesperar com os primeiros sons da manhã. 9:30h acordei para admirá-lo enquanto dormia, fazer o meu asseio, dar-lhe um beijo e sofrer com o “tenho que ir pra minha casa”.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Semanas tensas
Demasiada preocupação. Estou com muitos problemas para resolver e meu corpo não quer saber disso. Eu já estava, até, pensando no nome bebê quando, após 9 dias de atraso, minha menstruação chegou.
Agora só preciso resolver os verdadeiros problemas, para que não menstrue por um mês inteiro!
domingo, 28 de junho de 2009
Desconcentrando!
Segundo o Wikipédia, Paranóia é "uma psicose que se caracteriza pelo desenvolvimento de um delírio crônico (de grandeza, de perseguição, de zelo etc.), lúcido e sistemático, dotado de uma lógica interna própria, não estando associado a alucinações".
Tenho 62 páginas para ler e desenvolver um trabalho até amanhã. Estou no meu quarto trabalhando enquanto ouço meus pais conversando. Sem dizer nada, peguei meu note, o livro, meus papéis e mudei de lugar. Não demorei muito para ouvir de meu pai: Paranóica!
Será que nem posso tentar me concentrar?? Já basta que o meu vizinho passa o domingo inteiro ouvindo Chiclete com Banana!
sexta-feira, 26 de junho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Minha bisavó adverte:
Fazer sexo anal pode romper as 25 pregas do ânus. A recuperação só acontecerá depois de 7 dias sem sair no sol ou sereno.
Depois de ter conhecimento disso, sei de uma turma que não vai mais sair de casa!!!
O NiVeR
Acredito que estas recordações da minha infância acabaram me remetendo a um grande trauma: meu aniversário!
Anteriormente já citei que tenho uma prima chamada Cláudia, que tem 1 ano e 1 dia de diferença comigo. Quando eu era criança, minha mãe sempre se importou em comemorar nossos (meu e de Susam) aniversários, por mais bobo que fosse o festejo e, ainda assim, independente do tamanho do evento, estava lá um dos parentes solícitos, com aquela vela, invadindo o território do meu bolo e cravando neste o sucessor da minha idade!
Quem bem me conhece sabe o quanto gosto de festas, mas admito que neste ano perdi toda a minha empolgação em investir numa. Planejar, comprar, cozinhar, receber convidados e curtir... Não há ânimo!
Viu?? Esse é o mal de conhecerem uma garota canceriana com ascendente em câncer = instável!
Não vai rolar festa neste ano!
P.S.: Já gastei os fundos da ex-pseudo-festa num presente legal!
